tipos de câncer

Os mais comuns na infância e adolescência:
seus sinais e sintomas

Leucemia

As leucemias englobam as formas de câncer que afetam os órgãos que produzem as células do sangue, tanto o sistema linfático como a medula óssea. A medula óssea, um tecido esponjoso encontrado dentro de grandes ossos do corpo, fabrica glóbulos vermelhos (os quais transportam oxigênio e outras substâncias a todos os tecidos do corpo), glóbulos brancos – leucócitos - (que combatem as infecções) e plaquetas (que fazem com que o sangue se coagule).

O sistema linfático é constituído por vasos muito finos que se ramificam, por todas as partes do corpo, correndo paralelamente ao sistema sanguíneo. O sistema linfático tem em seu interior um tipo específico de leucócitos – os linfócitos – e uma substância que os transporta chamada linfa - um fluido incolor e aquoso.

Ao longo da rede de vasos se encontram grupos de pequenos órgãos em formato de grão de feijão chamados gânglios linfáticos (linfonodos). Os gânglios linfáticos são conhecidos como ínguas (popularmente chamado de lândra), quando estão inchados e fazem saliência na pele. Existem acúmulos de gânglios linfáticos nas axilas, na pelve, no pescoço e no abdome. O baço (órgão situado na parte superior do abdome que fabrica linfócitos e filtra as células deterioradas do sangue), o timo e as amígdalas também fazem parte do sistema linfático. A leucemia pode ser aguda (aparecendo “de repente”) ou crônica (durando mais tempo). A leucemia crônica raramente afeta as crianças, enquanto a leucemia aguda afeta adultos e crianças.

Sinais e sintomas

Os primeiros sintomas podem ser similares aos de uma virose ou de outras enfermidades comuns, dificultando o diagnóstico até mesmo para profissionais experientes.

Principais características:

• Síndrome Anêmica: caracteriza-se por uma anemia crescente, acompanhada de palidez da pele e das mucosas, falta de ar que aumenta com o esforço físico, cansaço, dores de cabeça, agitação ou sonolência e taquicardia (aumento dos batimentos do coração);
• Síndrome Hemorrágica: decorrente da progressiva diminuição ou ausência das plaquetas no sangue. Pode haver sangramento em qualquer parte do corpo, mas eles podem ser mais evidentes na pele e nas mucosas, desde um simples hematoma até grandes hemorragias associadas ou não a traumatismos. A epistaxe (sangrar pelo nariz) é um dos sintomas mais comuns e, em geral, é o motivo da consulta médica;
• Síndrome Febril: mostra-se como uma febre de origem indeterminada, muitas vezes com tosse, dor abdominal, dor de garganta, fazendo o paciente procurar o médico;
• Síndrome Tumoral: ocorre pelo acúmulo de células sanguínea imaturas em órgãos como o fígado, baço, gânglios linfáticos e genitais. Pode haver comprometimento dos ossos e articulações, em até 30% dos casos, causando dor de forte intensidade. Quando atinge o sistema nervoso central é acompanhada de vômitos, dores de cabeça, diminuição de sensibilidade ou de força motora;
• Os testículos podem ser afetados em até 20% dos casos, tornando-se inchados, mas a dor não costuma ser intensa. Os ovários, em geral, não costumam ser comprometidos.

Exames:
Se o paciente estiver sintomático e o resultado for demorar é prudente encaminhá-lo para um centro de tratamento especializado que possa fazer o diagnóstico precocemente.
No hemograma geralmente é encontrada uma anemia, na maioria das vezes normocítica (o valor do VCM estará normal). A contagem de plaquetas geralmente é baixa, podendo ser normal. Os leucócitos totais podem estar em número aumentado, normal ou diminuído, é importante lembrar que muitos laboratórios não têm experiência em avaliar os blastos, que podem ser erroneamente classificados de linfócitos atípicos.
Nem sempre os blastos estarão presentes no hemograma.

Tumores do Sistema Nervoso Central (SNC) - Tumores Cerebrais

Os tumores cerebrais ou tumores do sistema nervoso central (SNC) da infância são um grupo de diversas doenças caracterizadas pelo crescimento anormal do tecido contido dentro do crânio. Eles podem ser benignos (sem células cancerosas) ou malignos (com células cancerosas). Depois das Leucemias e Linfomas é o câncer mais comum em crianças.

Sinais e sintomas

Pacientes mais jovens podem ter atraso no seu diagnóstico justificado pela incapacidade da criança em descrever sintomas como cefaléia ou diplopia. Os sintomas inespecíficos podem confundir o quadro clínico e contribuir para o atraso do diagnóstico. Edgeworth et al., estudando 74 casos de crianças com tumor do SNC, identificaram vômitos e cefaléia como as queixas mais freqüentes (65% e 64%, respectivamente), seguidas por outras queixas inespecíficas como alteração do humor (47%),do comportamento (22%) e redução do aproveitamento escolar (21%). As queixas de pacientes com tumor do SNC costumam ser múltiplas e progressivas. Uma criança com queixa de cefaléia deve ser acompanhada de perto, principalmente nos dois primeiros meses de início da queixa, pois anormalidades neurológicas e oculares costumam ocorrer mais freqüentemente neste período. Cefaléia, que muda de característica, aumenta a freqüência e severidade, é matinal e acompanhada por vômitos, deve ser cuidadosamente investigada.

O meduloblastoma é um tumor e acomete o cerebelo, sendo comum ao redor dos cinco anos de idade. Geralmente leva a distúrbios do equilíbrio. Estas crianças começam a cair com mais freqüência como se estivessem bêbadas e também passam a ter dificuldades para coordenar os movimentos.

Dificuldade para ganhar peso, em crianças onde tenham sido afastadas as outras causas de desnutrição e baixa estatura também podem ser sinais de tumores do SNC.

Mudanças de comportamento ou do desempenho escolar devem ser sinais de alerta para os professores, cujo papel é crucial na comunicação precoce aos pais.
Exames de fundo de olho: exame inicial importante para identificar alterações da pupila. Técnicas modernas de neuroimagem como tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética devem ser usadas precocemente em pacientes com sintomas suspeitos.

Linfomas

Os linfomas são cânceres (tumores malignos) do sistema linfático. O sistema linfático transporta um tipo especializado de leucócitos denominados linfócitos através de uma rede de canais tubulares (vasos linfáticos) para todas as partes do corpo, inclusive a medula óssea. Dispersos em toda essa rede encontram- se acúmulos de linfócitos nos linfonodos (comumente, mas incorretamente, denominados glândulas linfáticas). Os linfócitos cancerosos (células linfomatosas) podem estar confinados num único linfonodo ou podem disseminar por todo o corpo, para quase todos os órgãos. Os dois tipos de linfoma são o linfoma de Hodgkin (mais comumente conhecido como doença de Hodgkin) e o linfoma não- Hodgkin.

Doença de Hodgkin

A doença de Hodgkin (linfoma de Hodgkin) é um tipo de linfoma que se distingue por apresentar um tipo particular de célula cancerosa denominada célula de Reed-Sternberg, que apresenta um aspecto característico ao microscópio. As células de Reed-Sternberg são linfócitos cancerosos grandes que possuem mais de um núcleo. Essas células podem ser observadas quando uma amostra de biópsia de tecido de linfonodo é examinada ao microscópio.

Sinais e sintomas

Comumente, a doença de Hodgkin é detectada quando um indivíduo apresenta um linfonodo aumentado, mais freqüentemente no pescoço, mas, algumas vezes, na axila ou virilha.  Este linfonodo geralmente é indolor, o que atrasa o diagnóstico.

Algumas vezes, os linfonodos aumentados localizados profundamente no tórax ou no abdome, habitualmente indolores, são descobertos por acaso numa radiografia ou numa tomografia computadorizada (TC) solicitada por uma outra razão. Juntamente com os linfonodos aumentados, a doença de Hodgkin algumas vezes causa sintomas adicionais como febre, sudorese noturna e perda de peso. Por razões desconhecidas, a pele pode apresentar um prurido intenso. Alguns indivíduos apresentam febre de Pel-Ebstein, um padrão incomum de temperatura elevada que dura vários dias e alterna com temperatura normal ou abaixo do normal durante dias ou semanas. Outros sintomas podem ocorrer, dependendo de onde as células linfomatosas estão crescendo. O indivíduo pode permanecer assintomático ou apresentar apenas alguns desses sintomas.
É importante lembrar que grande parte destes pacientes apresentam-se em bom estado geral.

Linfoma não-Hodgkin

Os linfomas não-Hodgkin constituem um grupo de cânceres (tumores malignos) muito relacionados entre si, os quais têm origem no sistema linfático e, normalmente, disseminam-se por todo o corpo.
Alguns desses linfomas apresentam uma evolução muito lenta (ao longo de anos), enquanto que outros têm uma evolução mais rápida.
Os linfomas não-Hodgkin que incidem na população pediátrica são geralmente os de alto grau (evolução mais rápida). Nesta população os linfomas mais comuns são os linfoblásticos que geralmente acometem linfonodos cervicais e mediastinais; o linfoma do tipo Burkitt, que acomete linfonodos abdominais e está muitas vezes associado ao Epstein Barr Vírus; o linfoma de grandes células, que pode acometer diversas regiões, incluindo o osso.

Sinais e sintomas

O primeiro sintoma notável é freqüentemente a presença de linfonodos aumentados de tamanho numa única área (p.ex., pescoço ou região inguinal) ou por todo o corpo. Os linfonodos aumentam de volume de forma lenta e, geralmente, são indolores. Ocasionalmente, os linfonodos aumentados de tamanho nas tonsilas causam dificuldade de deglutição.
Os linfomas linfoblásticos geralmente se apresentam com linfonodos cervicais, supra clavilulares ou infra calviculares. Constituem-se numa urgência quando acometem o mediastino, podendo levar a uma insuficiência respiratória aguda.
Os linfomas tipo Burkitt costumam infiltrar os linfonodos do abdome. Algumas crianças podem apresentar um quadro de obstrução intestinal aguda, com grande aumento de volume do abdome. Trata-se também de uma urgência oncológica. Pode ocorrer em algumas situações um edema progressivo nos membros inferiores. Quando o linfoma invade a medula óssea é chamado de linfoma leucemizado e poderá provocar sintomas e achados laboratorias semelhantes aos da leucemia.

Exames:
Um RX simples de tórax poderá indicar um alargamento de mediastino. O RX de abdome poderá revelar sinais de oclusão ou suboclusão. A ultrassonografia quando disponível é uma ferramenta poderosa, pois pode verificar quantidade e número de linfonodos aumentados.

Neuroblastoma

Trata-se de uma doença em que as células malignas do câncer são encontradas em determinadas partes do sistema nervoso periférico, desde a região do cérebro até coluna, tórax e abdome, sendo mais comuns nas glândulas adrenais.
O Neuroblastoma tem comportamentos peculiares, apresentando regressão espontânea em alguns casos (com crianças com menos de 6 meses de idade) e, em outros, é muito agressivo, apesar do tratamento. Aparece geralmente em crianças com menos de 5 anos de idade. O Neuroblastoma começa mais freqüentemente antes do nascimento, mas é geralmente encontrado quando o tumor toma forma, começa a crescer e gerar os sintomas. Quanto antes o Neuroblastoma for diagnosticado maiores as chances de cura, já que com o tempo, o câncer se propaga, geralmente, para os gânglios linfáticos, medula óssea, ossos, fígado e para a pele.

Sinais e sintomas:
• Presença de massa ou protuberância no abdome, pescoço ou tórax;
• Os olhos saltam;
• Manchas escuras em torno dos olhos;
• Dor nos ossos;
• Abdome inchado e dificuldades para respirar;
• Caroços doloridos e avermelhados na pele;
• Fraqueza ou paralisia (perda da habilidade de mover uma parte do corpo).

Os sintomas menos comuns do neuroblastoma são:
• Febre;
• Diminuição da respiração;
• Sentimento de cansaço;
• Machucados na pele sem motivos e sangramentos;
• Pressão sangüínea elevada;
• Forte diarréia e prolongada;
• Espasmos musculares;
• Movimentos descontrolados dos olhos;
• Pés ou tornozelos inchados.

Os sintomas mais comuns do neuroblastoma são causados pelo tumor que pressiona os tecidos próximos enquanto cresce ou pelo câncer que se espalha para os ossos. O aparecimento destes sintomas não significa necessariamente neuroblastoma. Por isso, é muito importante consultar um médico especialista.

Exames:
A ultrassonografia pode auxiliar na suspeita diagnóstica deste tumor, lembrando sempre que se sua realização for implicar em atraso, o melhor é encaminhar o paciente apenas com base na suspeita clínica.

Tumor de Wilms/ Nefroblastoma

Tumor de Wilms, também chamado de nefroblastoma, é o tumor renal maligno mais freqüente na infância. É curável na maioria dos casos. Trata-se de uma doença em que as células cancerosas são encontradas em determinadas partes dos rins. Normalmente, o tumor somente se desenvolve em um rim, mas em um pequeno número de casos, pode atingir os dois rins. A maioria destas crianças apresenta-se em ótimo estado geral, sendo que o achado desta massa é ocasional, pelo pediatra ou pela mãe, enquanto banha seu filho.

Sinais e sintomas:
• Presença de massa lisa, firme e não dolorosa no abdome (facilmente verificada pelo toque);
• Dor abdominal;
• Febre;
• Vômitos;
• Sangue na urina;
• Alta pressão arterial.

Exames:
A ultrassonografia pode auxiliar na suspeita diagnóstica deste tumor. Reforçando o já anteriormente citado, sua realização não deve implicar em atraso no diagnóstico. Um radiologista com alguma experiência facilmente verificará um rim com volume aumentado.

Sarcoma de Partes Moles

O Sarcoma de Partes moles é raro em crianças e adolescentes. Corresponde a aproximadamente 5% de todos os casos de câncer em pacientes menores 15 anos de idade. Trata-se de uma doença em que as células cancerosas começam a crescer nas partes moles do corpo.

Existem muitos tipos de sarcoma de partes moles e depende do tecido onde o tumor se inicia. O Rabdomiossarcoma (RMS) é mais comum na infância, correspondendo a cerca de 50% em crianças. Começa nos músculos em torno dos ossos e pode ser encontrado em qualquer parte do corpo.

Em crianças, os sarcomas de partes moles podem ser encontrados mais freqüentemente no tronco, nos braços e nos pés, mas também na região da cabeça e pescoço e genito-urinário. Geralmente são classificados de acordo com a parte mole em que se encontram.

Sinais e sintomas:
• Presença de massa ou protuberância contínua em uma região específica4;
• Protuberância dos olhos
• Sangue na urina
• Massa ou lesão se exteriorizando pela orelha
• Lesão se exteriorizando pelo canal vaginal
• Lesão indolor, de crescimento rápido no tronco ou nos membros

Fatores de Risco:
• Condições genéticas específicas;
• Ter realizado terapia de radiação.

Dica:
A maioria destas lesões é indolor

Exames:
São poucos exames que podem auxiliar este paciente em centros de menor complexidade.

Retinoblastoma

É uma doença que, geralmente, acomete crianças com menos de três anos de idade. Esse tipo de câncer se desenvolve na região posterior do olho, conhecida como retina. O tumor pode estar em apenas um olho ou nos dois, porém, geralmente é encontrado em apenas um e pode ser curado. Atualmente, devido a demora, a maioria dos casos é diagnosticada em fase avançada, diminuindo a possibilidade de preservar a visão ou cura.
Existem dois tipos de retinoblastoma: o hereditário, em geral bilateral e o não hereditário. A criança que tem o retinoblastoma hereditário corre o risco de desenvolver outros tipos de câncer anos após o tratamento. Portanto, é de extrema importância realizar exames regulares e continuados mesmo após o fim do tratamento.
O diagnóstico precoce é importante, já que crianças com tumor pequeno podem ter sua visão preservada. Quando o tumor infiltra o sistema nervoso as chances de cura são remotas

Sinais e sintomas:
• Pupila do olho branca ao invés de vermelha na presença de luz. Isto pode ser observado em fotografias com flash da criança (sinal olho de gato)5;
• Os olhos parecem ver em sentidos diferentes (estrabismo);
• Olhos vermelhos (sangramento);
• Lacrimejamento

Fatores de risco (causas):
• Ter herdado do pai o gene do retinoblastoma que sofre mutação. Quando o retinoblastoma ocorre nos dois olhos sempre é herdado. Pode acometer apenas um olho, desenvolvendo-se posteriormente no outro;
• Ter um irmão ou irmã, pais ou avós com retinoblastoma;
• Após diagnóstico de retinoblastoma em um olho, exames regulares do olho saudável devem ser feitos a cada 2 ou 4 meses por, pelo menos, 2 anos. Depois que o tratamento tiver encerrado, é importante continuar com o acompanhamento da criança até os 7 anos.

Exames:
O exame de fundo de olho feito logo após o nascimento pode detectar lesões pequenas e suspeitas.

Tumor Ósseo

Tumores malignos primários de osso são raros. Os dois tipos mais comuns são o Osteossarcoma e o Sarcoma de Ewing. O Sarcoma de Ewing ocorre com maior freqüência em brancos (96%) e no sexo masculino (59%). É mais freqüente na segunda década de vida. O osteossarcoma é a sexta neoplasia maligna mais comum da infância e a terceira da adolescência (após leucemias e linfomas). Ocorre mais comumente no 1/3 distal do fêmur ou proximal da tíbia e do úmero.

A detecção precoce destes tumores é tão importante quanto em outras neoplasias malignas e poderá resultar não só em maiores chances de cura, mas também em maiores chances de preservação do membro afetado pelo tumor (evitando a amputação). A dor óssea em geral é a queixa mais frequente destes pacientes. Costuma ser mais intensa à noite e em repouso, mas poderá ser também intermitente e relacionada ao esforço físico, gerando dificuldade no diagnóstico diferencial com outras patologias musculo-esqueléticas benignas. A febre é sintoma comumente associado à dor óssea nos pacientes com sarcoma de Ewing, dado que deve ser lembrado no diagnóstico diferencial das osteomielites.
Geralmente o paciente associa o aparecimento do tumor a um trauma, porém não parece haver relação causal.

Exames:
O RX do membro afetado auxilia no diagnóstico, mostrando descolamento de periósteo, inflamação ou até fratura

Tratamentos:
Modalidades de tratamento

O tratamento do câncer começa com o diagnóstico correto, em que há necessidade da participação de um laboratório confiável e do estudo de imagens. Pela sua complexidade, o tratamento deve ser efetuado em centro especializado, e compreende três modalidades principais (quimioterapia, cirurgia e radiote-rapia), sendo aplicado de forma racional e individualizada para cada tumor específico e de acordo com a extensão da doença. O trabalho coordenado de vários especialistas também é fator determinante para o êxito do tratamento (oncologistas pediatras, cirurgiões pediatras, radioterapeutas, patologistas, radiologistas), assim como o de outros membros da equipe médica (enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos).

Tão importante quanto o tratamento do câncer em si, é a atenção dada aos aspectos sociais da doença, uma vez que a criança está inserida no contexto da família. A cura não deve se basear somente na recuperação biológica, mas também no bem-estar e na qualidade de vida do paciente. Neste sentido, não deve faltar a ele, desde o inicío do tratamento, o apoio psicossocial.